O dia em que contei a um desconhecido que eu usava bolsinha de ostomia…

Eu, como a maioria das mulheres, sou muito vaidosa. Por este motivo sempre gostei de cuidar do meu corpo, e nessa onda de cuidados, resolvi buscar o universo da depilação a Luz Pulsada (é parecido com a laser).

Para fazer a depilação na perna, precisei contar para a depiladora sobre o fato de eu usar a bolsinha, pois sabia que no momento em que eu deitasse e relaxasse o corpo a “lindinha” (minha ostomia) iria começar a fazer barulho.

Contei para a Bruna, minha depiladora, o que era ostomia, porque fiz e como funcionava. Ela achou super interessante e conversamos bastante no decorrer da sessão. Como previsto, a ostomia começou a fazer diversos barulhos e eu ria de desespero, mas como já havia falado com ela, fiquei menos envergonhada.

Não contente somente com a depilação da perna, resolvi fazer depilação íntima também, e NEMMMM me toquei de que eu tinha que contar outro detalhe para ela, eu nasci sem ÂNUS.

Contar que se tem uma ostomia é menos constrangedor do que falar que nasceu sem “cú” (desculpe mas aqui eu falo na lata mesmo).

Fiz a depilação na parte da frente e, DE REPENTE, ela me pede para virar de costas, e pergunta:

– Vivi, você tem muito pelo em volta do ânus?

Eu começo a rir e depois paro para explicar essa parte constrangedora que, por sorte, nem todo mundo precisa falar não é? Rapidamente digo: – Se você achar o ânus me avisa, porque eu estou procurando ele desde que nasci (kkkk).

Ela ficou surpresa e então contei sobre todos os detalhes da minha deficiência, aí ela entendeu.

Se já foi constrangedor contar para minha depiladora que eu não tenho ânus (mesmo que no momento eu tenha rido muito), imagina o dia em que eu estava fazendo sexo com um rapaz e ele me propôs o sexo anal? Como que explica para alguém num momento desses que nasci sem cú?

Mas isso é assunto para outra história, e vocês vão precisar aguardar os próximos posts para saber sobre essa situação DIFÍCIL, cômica e  mega engraçada (eu garanto)

Esta é a Bruna, minha incrível depiladora e agora uma linda amiga!

 

Até a próxima, e um super beijo!!! Vivi de Oliveira

 

 

Mulher Ostomizada e Sensualidade combinam?

Você se acha capaz de ser sensual ao mesmo tempo em que uma bolsinha de colostomia está grudada em sua barriga, acompanhada de uma cicatriz, provavelmente, não tão pequena assim?

Uma vez me fiz essa pergunta, e queria muito responder SIM.

Procurei em meu corpo algo que realmente me admirava, evidenciei todos os dias essa parte, ou partes que eu achava atraente. Então vi que aquela bolsinha de colostomia estava ali com a única e exclusiva função de me manter viva. Todo o resto era minha função, inclusive a de me sentir sexy.

Eu queria ver o que os outros viam, queria saber o que de mais bonito poderia existir em mim, talvez os cabelos, os olhos grandes, o sorriso, ou até mesmo as atitudes comigo mesma.

Eu adorava ver aqueles ensaios fotográficos de mulheres todas maquiadas, maravilhosas e com umas poses de MEUDEUSDOCÉU. Pensei: Porque não fazer um ensaio também? Porque não mostrar que independente do detalhe que possa ter o corpo de uma mulher, todas tem o seu lado sensual, uns mais aflorados que outros.

Pedi ao Fábio (Meu marido) que fizesse as fotos, pois eu queria ver através dos olhos dele, queria enxergar o que ele enxergava em mim.

 

O resultado ficou sensacional. Foram fotos de todos os tipos, com muita roupa, pouca roupa, de lado, de frente, de costas, e eu enxerguei todos os detalhes que nunca enxerguei antes.

Às vezes, precisamos do olhar de alguém para nos mostrar o quanto podemos encantar.

Por este motivo, eu aconselho todo mundo a fazer um ensaio libertador como o que fiz, pois toda vez em que eu me sinto diminuída por alguma situação, recorro a essas imagens e percebo o quanto sou incrível.

Ame-se, deseje-se!

By Vivi de Oliveira.

Vida amorosa

Vida amorosa

Vida amorosa – Primeiro Amor.

Como falar de amor ou vida amorosa antes de falar do nosso primeiro amor?

Para escrever este texto, antes de tudo, foi necessário me olhar no espelho e me perguntar: onde mora o meu amor incondicional? Se a resposta tivesse sido num local diferente do meu íntimo, eu não poderia falar de vida amorosa.

“Para encontrar um amor fora de mim, foi preciso me encontrar primeiro, me amar primeiro.”

Como ser capaz de amar alguém verdadeiramente, sendo incapaz de amar a si próprio?

Comecei, então, a resgatar na memória tudo aquilo que fiz por amor a mim mesma. Todas as vezes que procurei me fazer sorrir, me trazer a felicidade, me divertir, cuidar de mim mesma.

Pode parecer clichê, mas antes de iniciarmos qualquer relação, precisamos entender que somos funcionários da nossa Felicidade, e não podemos delegar essa função a ninguém.

Cabe exclusivamente à você a obrigação de te fazer feliz, outras pessoas só irão agregar mais felicidade e outros sentimentos.

Enquanto eu PRECISAVA de alguém para ser feliz, nunca fui de fato. Quando passei a ser feliz comigo mesma, as pessoas ao redor me queriam por perto, me desejavam ali, o tempo todo, e foi então que eu entendi que DEPENDÊNCIA não é AMOR.

Se você for capaz de entender o que eu disse agora, passará a ser feliz de verdade, e o amor ou a vida amorosa irá fluir naturalmente, não por necessidade, mas porque o seu amor por si mesma atrai mais pessoas do que você possa imaginar.

Vou te dar um exemplo de duas pessoas: “A” precisa de um amor para ser feliz. “B” precisa ser feliz para ser o amor de alguém.

“A” não é feliz ainda, mas acredita muito que o que falta para que a felicidade aconteça, é um verdadeiro amor.

“B” é plenamente feliz, gosta da própria cia, ama a vida e tudo o que há nela.

Quem é mais interessante? “A” ou “B”?

O mesmo aconteceu comigo, quando conheci o Fábio (Meu marido).

Fábio me conheceu pelo Facebook, olhou o meu perfil, viu todas as minhas postagens, viu meus vídeos, viu minhas fotos e pensou: “Que mulher incrível, que mulher mais bem resolvida” e foi o que o conquistou, o meu simples e mais maravilhoso amor pela minha própria vida.

Eu sempre busquei ser feliz de um jeitinho ou de outro, o que todos faziam eu também fazia, do meu jeito, meio adaptado, mas eu fazia. E foi fazendo de tudo, que descobri o quanto eu me amava, o quanto eu lutava por minha felicidade. Eu viajei, badalei, sorri, chorei, me apaixonei, cansei, casei, e hoje minha felicidade, que não cabe em mim, eu divido com o Fábio.

Não estou dizendo que você irá se levantar do sofá agora e ir correndo comprar passagens para Paris, mas pode começar até mesmo com o auto cuidado, quando foi a última vez que fez algo por você?

Pense nisso, faça isso, e depois POR FAVOR me conte como foi amar a pessoa mais incrível deste mundo:  VOCÊ!

Um grande beijo e aguardo seu depoimento. 😉

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